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teste2

Posted in outros on fevereiro 4, 2009 by eibe
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MÁXIMO DO MÍNIMO

Posted in outros on julho 30, 2008 by CV

Nããããããoooooooooo

não perca tempo da sua vida

cabelos caem, rugas saem

viramos pratos sujos na pia

 

o fim é nosso guia e ele te acha se te esconde

o tempo come os dias e ele nunca ta sem fome

bebe do nosso sangue, corre até fazer cansar

horas ficam gastas de tanto eu pensar,

atrás da exatidão ou da razão razoável

mas nunca  é o que se pensa

certo não existe sem o errado

 

juro que os juros não pagam cinco minutos

já foi dito que o túmulo é vazio e não rico

quantas batidas por minuto, quanto silêncio num segundo

num dia dono do mundo e noutro se está sozinho

 

o que não se deu é perdido

valorize o momento, sinta o vento,

o futuro é um constante risco

 

desanimo, tento e tento, não perco tempo com suspiros

reanimo, vivo vivendo, pois pra isso que to vivo

 

Cv

Posted in outros on fevereiro 29, 2008 by CV

Ser e Existir

Simplicidade do ser. Complexidade do existir

O que é, não nós ou o mundo, mas existir em si?

Ser é intrínseco e inerente, naturalmente presente

Existir está além de regras próprias, mas cogentes

Metafísica duvida, o que os sentidos acusam

A mentira não é do sensível, mas sim como usam

Existir é ser pleno. Completo por natureza

não tem significado. Isso é ilusão do pensamento – fraqueza

Complexa clareza das coisas como são

Ilusão confunde a conclusão se existe ou não

Afasta a resposta que o natural nos diz

O que é me basta, um constante devir

Ser é supra-sensível, além do que se pensa

Adequação da vontade às exigências da existência

Mais que uma vida o ser segue perene

Permanece presente ainda que o coração serene

Identidade amorfa, com traços individuais

Semelhante ao coletivo, mas único como os demais

Essência, se percebe além da ótica

Substância, além da razão, da lógica

O ser não existe, o que existe é o indivíduo

Engana-se o ser, mas a existência é impossível

Existir obedece ao tempo, passado futuro e presente

Já o ser é eterno e nunca se faz ausente

 Cv

Mensagem à Poesia

Posted in outros with tags on fevereiro 15, 2008 by CV

 Não posso
Não é possível
Digam-lhe que é totalmente impossível
Agora não pode ser
É impossível
Não posso.
Digam-lhe que estou tristíssimo, mas não posso ir esta noite ao seu encontro.

Contem-lhe que há milhões de corpos a enterrar
Muitas cidades a reerguer, muita pobreza pelo mundo.
Contem-lhe que há uma criança chorando em alguma parte do mundo
E as mulheres estão ficando loucas, e há legiões delas carpindo
A saudade de seus homens; contem-lhe que há um vácuo
Nos olhos dos párias, e sua magreza é extrema; contem-lhe
Que a vergonha, a desonra, o suicídio rondam os lares, e é preciso reconquistar a vida
Façam-lhe ver que é preciso eu estar alerta, voltado para todos os caminhos
Pronto a socorrer, a amar, a mentir, a morrer se for preciso.
Ponderem-lhe, com cuidado – não a magoem… – que se não vou
Não é porque não queira: ela sabe; é porque há um herói num cárcere
Há um lavrador que foi agredido, há um poça de sangue numa praça.
Contem-lhe, bem em segredo, que eu devo estar prestes, que meus
Ombros não se devem curvar, que meus olhos não se devem
Deixar intimidar, que eu levo nas costas a desgraça dos homens
E não é o momento de parar agora; digam-lhe, no entanto
Que sofro muito, mas não posso mostrar meu sofrimento
Aos homens perplexos; digam-lhe que me foi dada
A terrível participação, e que possivelmente
Deverei enganar, fingir, falar com palavras alheias
Porque sei que há, longínqua, a claridade de uma aurora.
Se ela não compreender, oh procurem convencê-la
Desse invencível dever que é o meu; mas digam-lhe
Que, no fundo, tudo o que estou dando é dela, e que me
Dói ter de despojá-la assim, neste poema; que por outro lado
Não devo usá-la em seu mistério: a hora é de esclarecimento
Nem debruçar-me sobre mim quando a meu lado
Há fome e mentira; e um pranto de criança sozinha numa estrada
Junto a um cadáver de mãe: digam-lhe que há
Um náufrago no meio do oceano, um tirano no poder, um homem
Arrependido; digam-lhe que há uma casa vazia
Com um relógio batendo horas; digam-lhe que há um grande
Aumento de abismos na terra, há súplicas, há vociferações
Há fantasmas que me visitam de noite
E que me cumpre receber, contem a ela da minha certeza
No amanhã
Que sinto um sorriso no rosto invisível da noite
Vivo em tensão ante a expectativa do milagre; por isso
Peçam-lhe que tenha paciência, que não me chame agora
Com a sua voz de sombra; que não me faça sentir covarde
De ter de abandoná-la neste instante, em sua imensurável
Solidão, peçam-lhe, oh peçam-lhe que se cale
Por um momento, que não me chame
Porque não posso ir
Não posso ir
Não posso.

Mas não a traí. Em meu coração
Vive a sua imagem pertencida, e nada direi que possa
Envergonhá-la. A minha ausência.
É também um sortilégio
Do seu amor por mim. Vivo do desejo de revê-Ia
Num mundo em paz. Minha paixão de homem
Resta comigo; minha solidão resta comigo; minha
Loucura resta comigo. Talvez eu deva
Morrer sem vê-Ia mais, sem sentir mais
O gosto de suas lágrimas, olhá-la correr
Livre e nua nas praias e nos céus
E nas ruas da minha insônia. Digam-lhe que é esse
O meu martírio; que às vezes
Pesa-me sobre a cabeça o tampo da eternidade e as poderosas
Forças da tragédia abastecem-se sobre mim, e me impelem para a treva
Mas que eu devo resistir, que é preciso…
Mas que a amo com toda a pureza da minha passada adolescência
Com toda a violência das antigas horas de contemplação extática
Num amor cheio de renúncia. Oh, peçam a ela
Que me perdoe, ao seu triste e inconstante amigo
A quem foi dado se perder de amor pelo seu semelhante
A quem foi dado se perder de amor por uma pequena casa
Por um jardim de frente, por uma menininha de vermelho
A quem foi dado se perder de amor pelo direito
De todos terem um pequena casa, um jardim de frente
E uma menininha de vermelho; e se perdendo
Ser-lhe doce perder-se…
Por isso convençam a ela, expliquem-lhe que é terrível
Peçam-lhe de joelhos que não me esqueça, que me ame
Que me espere, porque sou seu, apenas seu; mas que agora
É mais forte do que eu, não posso ir
Não é possível
Me é totalmente impossível
Não pode ser não
É impossível
Não posso.

Vinicius de Moraes

Doe Sangue!!!!

Posted in outros on fevereiro 11, 2008 by eibe

Temos que doar sangue, ajudar quem precisa!!!!

“O Hemopar está situado na Travessa João Prosdócimo, 145 no Alto da XV. Telefone: 3281-4000. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira das 7h30 às 19h e sábado das 8h às 17 h. Para obter mais informações sobre os locais de doação o Hemepar disponibiliza o telefone: 0800-6454555.” (Fonte:Bonde News)

Esse cara aí do video mandou ver, faça a sua parte também!!!